
Olá, olá pessoas!! No post anterior fiz uma certa propaganda do diretor indiano Tarsem Singh, falei um pouco sobre seu filme A Cela e sua direção de arte feita por Tom Foden. Hoje eu vou falar sobre um outro filme do mesmo diretor, The Fall, que em português recebeu o titulo Dublê de Anjo. O filme não é lá essas coisas, pra falar a verdade achei um filme bem ruinzinho, mas como Tarsem Singh é um puta diretor de comercias de TV e de videoclip eu não esperava muito em termos de roteiro, mas como em seu filme anterior -A Cela- a direção de arte é soberba. Com locações em 24 países e bancado pelo próprio bolso do diretor, The Fall é um filme visualmente lindo e acaba por aí, porém, algumas das referências usadas para a construção estética do filme são bem bacanas e eu gostaria que vocês vissem uma delas aqui.
Comparando os dois vídeos fica evidente que se trata de uma remontagem. O interessante desta comparção fica por conta de a cena original estar em um documentário muito legal chamado Baraka. Este documentário quase antropológico procura analisar a diversidade humana em seu ambiente, a Terra. Apesar de não haver diálogos, trata-se de um documentário que tem muito a dizer sobre a condição humana. Quem sabe futuramente eu retome o assunto, mas para quem nunca viu fica a dica.
Indo ao que interessa, usei este exemplo para ilustrar a seguinte idéia: partindo do real, podemos construir o ficcional de forma mais envolvente e verossimel. Desenvolvedores de criaturas para games e filmes, sugerem aos interessados em ingressar nesta área para que baseiem suas criações no que já existe na natureza, afinal está tudo lá. Se alguém pretendo fazer um filme de alienígenas, o céu é o limite. Pode-se inventar criaturas de formas inimagináveis, todavia, se o publico não encontrar elementos neste personagem que façam com que ele seja verossímil, toda a força desta possível criatura se perde porque o público não encontra elementos de identificação, por conseguinte, não haverá empatia com o personagem.
Partindo daí, posso afirmar que a criação de um mundo de fantasia a partir do mundo real, correlato, enriquece a experiência fantástica, cria-se empatia. E isto não se aplica só a filmes, mas a games, videoarte, e ao assunto que eu quero abordar em breve, o avatar e projeção do eu no ciberespaço.
E é isso, beijos nas meninas, abraços para os rapazes e fiquem a vontade para deixarem seus comentários.

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